Controle Motor da Fala

por Dra. Taísa Giannecchini

E para abrilhantar a #specialweekdamarra, temos a honra de ter uma participação científica muito mais do que especial – uma Mestra, que é inspiração, que é querida e muito competente em tudo que estuda, escreve e faz. Estou falando da Dra. Taísa Giannecchini a nossa @tagiannecchini.


Há quase um ano, ela nos presenteou com a publicação de seu livro, o qual já fiz um post especial aqui mesmo no blog em setembro de 2018 – o “Programa de Intervenção Práxico-produtivo para indivíduos com Transtorno Fonológico”, da Booktoy Editora.

Nele encontramos muitos aprendizados relacionados ao Desenvolvimento Fonológico típico e seus transtornos, princípios do aprendizado motor, fisiologia do exercício muscular na motricidade orofacial, bem como aspectos práticos e de intervenção nos transtornos práxicos e fonológicos.


No entanto, neste texto, ela nos apresenta de forma bastante clara e objetiva, aspectos do controle motor da fala, aspectos estes de suma importância para o aprendizado motor e produção da fala. Convido a todos realizar essa leitura comigo, e conhecerem inúmeras fontes bibliográficas, com o intuito de aprimorar nossos conhecimentos e melhorar nossas práticas clínicas, em prol do melhor desenvolvimento de nossos pacientes.

Silvia Marra


Controle Motor da Fala

Dra. Taísa Giannecchini

CRFa – 2 – 7186


O estudo de pacientes com distúrbios de linguagem confirma a existência de múltiplas áreas cerebrais envolvidas na produção da fala. Os resultados mostram que a integridade das áreas é facilmente modificada pela lesão cerebral. A produção oral específica de uma única palavra só é possível pela perfeita sincronia dos movimentos articulatórios, se coordenados e executados no tempo certo, com a força certa e com a sequência precisa. Essa precisão e especialização dos movimentos de fala apresentam representação cortical definida, conforme já consagrado na literatura. Essa representação se dá no córtex motor primário. A presença de um distúrbio na programação da fala ocasiona a apraxia de fala. Em decorrência dos estudos com neuroimagem funcional, atualmente, é possível precisar com maior segurança a região envolvida nesse distúrbio.


A fala é definida como representação motora da linguagem em que há a coordenação de três processos neurológicos: organização de conceitos, formulação e expressão simbólica; programação do ato motor envolvido na produção da fala; a própria produção motora da fala. Requer desenvolvimentos cognitivo e fonológico adequados e total integridade do sistema neurológico e das estruturas orofaciais (Douglas, 2006).


Em 2004, com uma publicação científica na Brain, descreveu-se uma nova área cerebral para o controle dos movimentos articulatórios relativos à fala. Ao estudar cérebros de sujeitos com apraxia da fala (articulatory planning disorder), por meio de exames de imagem, os autores observaram que a mesma área cerebral, o lobo da ínsula, no hemisfério esquerdo, encontrava-se com enfarte, ou seja, com lesão. A partir desse marco científico, essa área cerebral passa a ser reconhecida como área de Dronkers, nova área envolvida no planejamento motor dos movimentos para a expressão verbal oral.


O Controle Motor, que ordena a contração muscular para a execução da fala, inclui o planejamento, a preparação de movimentos e a execução de planos, objetivando contrações musculares e deslocamentos de estruturas que culminarão na articulação da fala (Kent, 2000). As crianças não nascem com esses movimentos já desenvolvidos (Souza, Payão, Costa 2009; Farias, Ávila, Vieira, 2006). A praxia verbal, que é a capacidade de sequencialização de sílabas dentro das palavras - a fluência envolvida na sequência dos movimentos exigidos para a expressão oral - tem seu aprendizado funcional, ou seja, a interação com a própria produção da fala levará a criança a aprendê-la (Souza, Payão, Costa 2009; Farias, Ávila, Vieira, 2006).


Nesse sentido, a aquisição fonológica interage com o desenvolvimento do controle motor da fala (Befi-Lopes, Pereira, Bento, 2010; Mezzono, Mota, Dias, 2010). O aumento da precisão dos movimentos e o desenvolvimento do sistema fonológico, da capacidade lexical e cognitiva resultam em um sistema de fala inteligível e eficiente (Souza, Mota, Santos, 2011; Souza, Ávila, 2011; Dias, Melo, Mezzono, Mota, 2013).


Os trabalhos científicos, representativos na literatura internacional, vislumbram um novo campo de atuação fonoaudiológica para o trabalho com a fala alterada. No Brasil, em 1996, surge, pela primeira vez no cenário científico, uma publicação sobre a praxia não verbal, cujos autores (Farias, Ávila, Vieira, 2006) expõem a necessidade de estimular tal aspecto para o trabalho clínico com a linguagem oral. Ampliando a discussão nacional, em 2015, autores comprovam que as alterações práxicas do sistema estomatognático estão presentes nos indivíduos com desvios fonológicos, devendo ser estimuladas para a correção do quadro clínico (Gubiane, Carli, Keske-Soares, 2015; Bertagnolli, Gubiani, Ceron, Keske-Soares, 2015).


Para a elaboração de um programa de intervenção fonoaudiológica, foco de meus estudos acadêmicos envolvendo as habilidades fonético-fonológicas, realizou-se uma revisão da literatura (Giannecchini, Yucuban-Fernades, Maximino, 2016), a fim de desenvolver, de forma ordenada, as competências necessárias para o desenvolvimento das habilidades de Fala e a justificativa teórica para a estimulação das praxias não verbais.


A partir do corpus analisado, com relação à bibliografia, vários aspectos foram pertinentes para definir o percurso das contribuições:


1. Houve justificativa teórica para inclusão das praxias não verbais no trabalho clínico com os Transtornos Fonológicos (TF) (Houghton, 2003; Farias, Ávila, Vieira, 2006; Souza, Ávila, 2011; Tomé, 2012; Gubiani, Carli, Keske-Soares, 2015, ASHA, 2015);


2. O Controle Motor da Fala é estimulável (Kent, 2000; De Paolis, Vihman, Keren-Portnoy, 2011; Vidor-Souza, Mota, Santos, 2011; Tomé, 2012; Ruscello, Vallino, 2014; Kent, 2015; Lorcan, Hill, Hamilton, 2016);


3. Existe uma rede de relações entre ato motor e fonologia: interdependência para o desenvolvimento da Fala (Shrinberg, 2003; Fonseca, Dorneles, Ramos, 2003; Kent, 2004; Muller-Chevrie e Narbona, 2005, Iverson, 2010);


4. A desorganização linguística nos Transtornos Fonológicos pode ser influenciada pela incapacidade motora ou pela dificuldade práxica de realização motora de fonemas (Giacchini, Mota, Mezzono, 2012; Brumbach, Goffman, 2014);


5. O enfoque fonoaudiológico para o trabalho clínico com as alterações de fala deve incluir os aspectos auditivos e os aspectos motores (Ortiz, Ferreira, Befi-Lopes, Limongi, 2004; Broomfield, Dodd, 2004; Pagan, Wertzner, 2007; Dodd, McIntosh, 2008; Busanela-Stella, Silva, 2012; Tomé, Oda, 2014);


6. Há indicação teórica da Estimulação das Praxias não verbais para adequação da Fala, porém a literatura pesquisada não faz menção aos exercícios específicos (Farias, Ávila, Vieira, 2006; Gubiani, Carli, Keske-Soares, 2015, ASHA, 2015).


A literatura mostrou ser inegável o fato de que, quando se elege a especificidade do movimento práxico para o trabalho clínico com a fala, enfocando-o com uma das partes a serem estimuladas, passa-se a considerar, o que é fundamental, a pertinência do “todo”, a somatória dos aspectos motores e fonológicos, para o trabalho com a linguagem e a fala.


A proposta de intervenção descrita por mim (programa de Intervenção Para Indivíduos com Transtorno Fonológico, Booktoy, 2018) pressupõe a integração das habilidades fonológicas com o treino das praxias orais. A hipótese sustentada é de que a estimulação das praxias não verbais, ou seja, exercícios em sequência de lábios e língua, possam facilitar o aprendizado de um fonema novo, como já descrito anteriormente na literatura (Farias, Ávila, Vieira, 2006; Souza, Ávila, 2011; Costa, Mezzono, Soares, 2013), ao otimizar áreas cerebrais destinadas à coordenação de movimentos para a fala.




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